Redução da maioridade penal é uma
balela! Anestésico e demonstração da incapacidade e incompetência dos homens
públicos, principalmente, os políticos brasileiros, particularmente, o
Congresso Nacional que age na contra-mão do que é necessário e do que precisa
ser feito de verdade, como quer o povo brasileiro. Tal Redução não vai resolver
absolutamente nada, pelo contrário, sendo profundamente imoral tal tentativa,
parece e surge apenas para apagar incêndio, como acontece, muitas vezes, neste nosso Brasil.
Às vezes, sinto vergonha de tudo isso. São muitos discursos cínicos e de
fachada para acreditar que querem resolver o problema da segurança no Brasil.
Já estamos cansados de conversas e discursos de quem pensa mais em si mesmo, do
que no bem da coletividade. Se estamos cansados é porque não acreditamos mais
nos políticos e homens públicos, eleitos para governar bem, gastando o dinheiro
público com verdadeiras e sábias ações sociais. Mas, isso não acontece. O que
acontece? Corrupção e desvio de verbas vultosas para engordar ainda mais o
bolso dos nada patriotas políticos e muitos homens públicos brasileiros.
Alemanha, Itália e Japão terminaram a Segunda Guerra Mundial completamente
dizimados e destruídos. No entanto, atualmente, são três das potências
econômicas do mundo. Por que? Investiram altissimamente na Educação do seu
povo. Pena que muitas pessoas por este Brasil afora, sobretudo os nossos homens
públicos e administradores, ainda não descobriram isso. Mas, também se
pergunta: Será que querem descobrir isso? Não acredito, desde que passem a
provar o contrário.
Tradutor
quarta-feira, 15 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Cinismo, significa, falta de caráter...
Deixa e dá indignação ouvir, ter notícia, tomar conhecimento, saber do estado de cinismo com que vivem os homens públicos, mais especificamente, os políticos e administradores da coisa pública. Cinismo, significa, falta de caráter ou caráter desviado, desvergonha, descaramento no comportamento pessoal e individual. Sobretudo, diante da sociedade, encaram a coisa pública como se fosse própria e não têm decência e respeito para com o bem comum. Muitas vezes, mentem e fazem a mentira vivar verdade. Para o cínico, tudo se transforma na normalidade. Inaceitável! As pessoas de caráter jamais podem concordar com o desavergonhamento e descaramento que são sinais de decadência social. O Império Romano ruiu em face da falta de vergonha dos tantos governantes, que cínicos, não mais tinham interesse pelo bem comum dos cidadãos, mas sim pelo interesse individual, pelo próprio bem estar, em detrimento do bem coletivo. Liberdade e igualdade só se tornam valores verdadeiros, na medida em são exercitados com espírito fraterno, de fraternidade. Liberdade e igualdade sem fraternidade são uma mentira. Deus criou o ser humano livre e igual, mas lhe ensinou que sem fraternidade, sem ver no outro um irmão ou irmã, o mundo cederia lugar ao mal. O cinismo, ou falta de vergonha de tantos homens e mulheres que lidam com a coisa pública, querem liberdade, mas não levam em conta a igualdade, a isonomia, porque, não enxergam os outros com olhos fraternos. O ser humano quando quando não leva em conta o primado da consciência, se transforma e se torna ambicioso. Ambição que o leva a não enxergar os circunstantes e os destinatários dos bens deste mundo. Por isso, um bilhão de seres humanos ainda vivem na fome e, por que não dizer, na miséria, diante da fartura de um minoria. Minoria que quer liberdade, mas não se sentem iguais e por isso, não vêem os que estão ao seu redor, a mendicar pelos mais sagrados direitos, dentre eles, o da sobrevivência com dignidade. Onde está presente o cinismo (lembrando: falta de caráter,desavergonhamento e descaramento), a democracia será sempre frágil e sujeita a desiquilíbrios, muitas vezes, funestos para os menos favorecidos sócio-economicamente, grassará a pobreza extrema e a miséria. Miseráveis são os que ainda não desconfiaram de que são cínicos e que não contam com a admiração popular. Não contam com a benevolência de Deus, como aconteceu com o Rico Epulão diante do Pobre Lázaro, tema de uma da mais sábias e significativas Parábolas de Cristo nos Evangelhos. O cinismo é um dos males sociais maiormente danosos para o ser humano, porque impede a verdadeira fraternidade entre as pessoas, entre os povos.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
FRATERNO AMOR...
A Revolução Francesa, evento
histórico da mais alta envergadura e que marcou a história da civilização
ocidental até o presente, eclodiu no ano de 1789. A sociedade de então, já
sentia, há anos, forte anseio de renovação, partindo de mudanças do estado em
que se encontrava. A grande massa da população relegada ao estado de subserviência,
desejosa de ver seus direitos em evidência, se contrapunha à burguesia, que
mergulhada na estagnação da exploração da classe subserviente, tudo empreendia,
na determinação de manter o status quo, ou seja, conservar os privilégios
conquistados e adquiridos ao longo dos últimos cerca de dez decênios. A grande
massa que a própria Revolução, com seus líderes, nomeara com o designativo de
Plebe, assentou seus fundamentos na inigualável e, diria, quase perfeita
trilogia: igualdade, liberdade e fraternidade. É verdade que a Revolução
Francesa não eclodiu de um dia para o outro como movimento de massa. Diversas
circunstâncias foram criando o clima para que emergisse uma revolta popular,
que pôs fim ao regime monárquico, autoritário e despótico na França. Sem sombra
de dúvida, que trouxe o movimento e a própria revolução trouxeram grandes
conquistas para o povo, em que pese a ocorrência de fatos e acontecimentos nada
louváveis, que mancharam os ideais revolucionários, que visavam o
estabelecimento de um Estado com bases democráticas.
Além da trilogia igualdade,
liberdade e fraternidade, tinha a referida revolução o ideal de restabelecer a
família, dando ao casamento seu lugar de destaque, como base e fundamento na
própria.
Ao longo das décadas que se seguiram
à revolução, inegavelmente, muito contribuiu para melhora das condições de vida
do povo a restauração das bases do casamento e da família. Porém, uma inusitada
curiosidade impediu que a revolução completasse seu nobre ideal. Os executores
da revolução acabaram por relegar ao segundo plano um dos princípios da
trilogia, a fraternidade.
O que se vê na atualidade, como
constatação dos efeitos da Revolução Francesa, foi que, a liberdade e a
igualdade, tanto na própria França, como em outras nações, onde se fizeram
sentir mais fortemente a influência dos ideais revolucionários iluminista,
brigaram entre si e nenhum dos dois princípios conseguiu os avanços que
propugnavam, exatamente porque faltou-lhes aquele princípio regulador, a
fraternidade, relegando-o ao segundo plano e, em certas circunstâncias, até levando-o
ao esquecimento. Esqueceram-se de que a fraternidade é uma condição humana,
constitui um ponto de partida, mas também algo a ser conquistado, com o
compromisso e a cooperação de todos.
Obviamente, liberdade, igualdade e
fraternidade, influenciaram ou exerceram influxo sobre todas as instituições,
de modo geral, com o objetivo dos ideais revolucionários de mudança e renovação
dos costumes, inclusive o casamento e a família, mas, com o quase esquecimento
da fraternidade, inviável restou conseguir sucesso.
A fraternidade é algo para ser
vivido E só pode ser compreendida se a viver e for vivenciada, e, só não foi
compreendida pelos revolucionários daquela época, porque não a viveram.
Por certo, esta reflexão leva a uma consequência
lógica para o casamento e a família: redescobrir a fraternidade, porque, só será
possível se descobrir livre e igual quando se é irmão. Naturalmente que, além
dos direitos e deveres próprios do estado conjugal, dentre eles o débito
conjugal e a construção de uma íntima comunhão de vida, além do afeto marital,
acrescente-se, também, o da fraternidade entre marido e esposa, que pela
vivência fraternal, se reconhecerão livres e iguais, com fraterno amor. Eis,
pois!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
AMOR À VERDADE...
Todos têm direito a manifestar e se expressar. Aliás, o direito de expressão é sagrado, expressão, desde que não fira os direitos alheios. Deixem-me, por favor, me expressar então. Sem nenhuma pretensão particular ou específica, mas objetiva, para dizer o que penso. Ah! Só penso no bem de todos. Creiam-me...
AMOR À VERDADE
No centro estava a imagem de José, o pai adotivo de Jesus e, ao seu lado, diversas outras imagens de santos e santas. Homens e mulheres que escolheram para si o estado matrimonial, ou seja, escolheram o casamento como estado de vida. Foram exemplares em suas vidas, modelos de santidade, mas também modelos de cidadãos, expressivos e expressivas com uma exuberante consciência de cidadania.
À noite, enquanto dormiam todos, escutava-se um diálogo cujas vozes vinham não se sabe de que direção. Mas, pouco a pouco, descobriu-se que vinha da gruta construída por um zeloso sacerdote. Não tinha ele muita paciência para fixar-se em uma comunidade, vivia passando de cidades em cidades e onde fosse possível construía uma gruta, em geral, sempre dedicada à Virgem Maria e nunca deixava de pregar o Evangelho a quem o escutava.
Ao longo de uma rodovia moderníssima, de quatro pistas, aquele sacerdote conseguiu autorização do órgão estatal competente e que administrava a referida autoestrada, para também ali, bem próximo de uma cidadezinha, edificada num vale, entre duas montanhas, construir uma gruta que chamasse atenção de todos que por ali transitassem.
Nesta gruta, terminada a sua edificação, à noite, sem iluminação, ali não existia rede elétrica, de repente, depois de alguns dias haver depositado a imagem da Virgem Maria, notaram que outras imagens foram também depositadas. O povo do país muito religioso; muitas pessoas levavam imagens de outros santos e santas para aquela gruta, geralmente, como cumprimento de uma promessa. Dentre elas, levaram uma de São José, o pai adotivo de Jesus, outra de Santa Rita de Cássia e, poucos dias depois, apareceu mais uma, de uma santa pouco conhecida: Santa Maria da Encarnação. Esta se casara e tivera seis filhos. Sofreu tribulações e aflição e o marido fora exilado, os bens confiscados injustamente.
Sabe-se que tanto São José como a Virgem Maria foram pessoas cumpridoras de seus deveres e muito silenciosas. Os Evangelhos deixam transparecer que pouco falavam. Maria muito pouco e José, quase nada.
As vozes que vinham desta gruta, à noite, enquanto todos dormiam, nada mais eram do que uma reunião em que São José resolveu coordenar. Estavam muito preocupados com os rumos do mundo neste início de Século XXI. As instituições todas em crise, o Norte do Globo cada vez mais rico e os países subdesenvolvidos cada vez mais pobres e em dificuldades financeiras, as concepções éticas e morais cada vez mais deterioradas, muitos escândalos e o graçamento cada vez mais galopante de corrupção marcada por um cinismo sempre mais desenfreado, a família e o casamento em crise, manifestada esta última, particularmente, pela falta de compromisso dos homens e mulheres deste mundo, no Século XXI.
Como José, homem sábio e justo, sempre foi de pouco falar, embora tivesse o que dizer de muito importante, mas na qualidade de coordenador, deixou que os outros presentes falassem por primeiro ou dessem algum conselho para os habitantes da Terra. A Santa, pouco conhecida e falada, tomou a palavra e disse, aconselhando aos esposos e filhos: “Seria tão bom se os pais retomassem a educação dos filhos no amor à verdade...”. De repente a Santa silenciou. É que chegara um devoto à gruta, já era de madrugada. E São José, disse baixinho: “Não faz mal, amanhã, ou qualquer dia, voltamos à reunião e continuamos para ajudar aqui na Terra os nossos devotos”. É que não queriam que vissem imagens falando. Poderiam ficar assustados. Eis, pois!
AMOR À VERDADE
No centro estava a imagem de José, o pai adotivo de Jesus e, ao seu lado, diversas outras imagens de santos e santas. Homens e mulheres que escolheram para si o estado matrimonial, ou seja, escolheram o casamento como estado de vida. Foram exemplares em suas vidas, modelos de santidade, mas também modelos de cidadãos, expressivos e expressivas com uma exuberante consciência de cidadania.
À noite, enquanto dormiam todos, escutava-se um diálogo cujas vozes vinham não se sabe de que direção. Mas, pouco a pouco, descobriu-se que vinha da gruta construída por um zeloso sacerdote. Não tinha ele muita paciência para fixar-se em uma comunidade, vivia passando de cidades em cidades e onde fosse possível construía uma gruta, em geral, sempre dedicada à Virgem Maria e nunca deixava de pregar o Evangelho a quem o escutava.
Ao longo de uma rodovia moderníssima, de quatro pistas, aquele sacerdote conseguiu autorização do órgão estatal competente e que administrava a referida autoestrada, para também ali, bem próximo de uma cidadezinha, edificada num vale, entre duas montanhas, construir uma gruta que chamasse atenção de todos que por ali transitassem.
Nesta gruta, terminada a sua edificação, à noite, sem iluminação, ali não existia rede elétrica, de repente, depois de alguns dias haver depositado a imagem da Virgem Maria, notaram que outras imagens foram também depositadas. O povo do país muito religioso; muitas pessoas levavam imagens de outros santos e santas para aquela gruta, geralmente, como cumprimento de uma promessa. Dentre elas, levaram uma de São José, o pai adotivo de Jesus, outra de Santa Rita de Cássia e, poucos dias depois, apareceu mais uma, de uma santa pouco conhecida: Santa Maria da Encarnação. Esta se casara e tivera seis filhos. Sofreu tribulações e aflição e o marido fora exilado, os bens confiscados injustamente.
Sabe-se que tanto São José como a Virgem Maria foram pessoas cumpridoras de seus deveres e muito silenciosas. Os Evangelhos deixam transparecer que pouco falavam. Maria muito pouco e José, quase nada.
As vozes que vinham desta gruta, à noite, enquanto todos dormiam, nada mais eram do que uma reunião em que São José resolveu coordenar. Estavam muito preocupados com os rumos do mundo neste início de Século XXI. As instituições todas em crise, o Norte do Globo cada vez mais rico e os países subdesenvolvidos cada vez mais pobres e em dificuldades financeiras, as concepções éticas e morais cada vez mais deterioradas, muitos escândalos e o graçamento cada vez mais galopante de corrupção marcada por um cinismo sempre mais desenfreado, a família e o casamento em crise, manifestada esta última, particularmente, pela falta de compromisso dos homens e mulheres deste mundo, no Século XXI.
Como José, homem sábio e justo, sempre foi de pouco falar, embora tivesse o que dizer de muito importante, mas na qualidade de coordenador, deixou que os outros presentes falassem por primeiro ou dessem algum conselho para os habitantes da Terra. A Santa, pouco conhecida e falada, tomou a palavra e disse, aconselhando aos esposos e filhos: “Seria tão bom se os pais retomassem a educação dos filhos no amor à verdade...”. De repente a Santa silenciou. É que chegara um devoto à gruta, já era de madrugada. E São José, disse baixinho: “Não faz mal, amanhã, ou qualquer dia, voltamos à reunião e continuamos para ajudar aqui na Terra os nossos devotos”. É que não queriam que vissem imagens falando. Poderiam ficar assustados. Eis, pois!
terça-feira, 23 de junho de 2015
AMOR OU FANTASMAS?
O célebre pensador e
escritor Jankélévitch[i], em suas
meditações sobre o amor, certa feita assim exprimiu: “Para amar é preciso ser,
mas para ser é preciso, antes de tudo, amar: pois quem não ama é um simples
fantasma”.
Diria
que as ligações entre as pessoas se tornam pobres e empobrecidas quando as
convenções e a superficialidade dos contatos estabelecem relações impessoais e
impedem o autêntico encontro amoroso.
Até
parece ideia fixa falar amiúde de amor. Mas, como dele não falar, do fio
condutor de toda a relação do casamento? Neste sentido, amor, obviamente, será
fonte e matéria de constante debate, reflexão e escrita. Haverá sempre um
discurso sobre o amor. Encontro que faz na intersubjetividade, na relação com o
ser amado.
O
amor é um convite para sair de si mesmo. Concentrado em si mesmo, o ser humano
se obstaculiza e se torna incapaz de ouvir o apelo do ser amado, ou de quem
pensa amar. E a busca do outro somente para satisfação própria, torna-se
impedimento para o encontro verdadeiro. Este pensamento faz lembrar a lenda de
Narciso que, ao apaixonar-se por si próprio, esquecendo-se de se alimentar, tão
envolvido que esteve com a própria imagem inatingível, morre, porque torna
impossível a intersubjetividade, a relação e vínculo fecundo com o ser amado.
Na
intersubjetividade impossível, relação fecunda de encontro, o ser humano,
centrado em si mesmo, jamais realizará um encontro de amor, porque amar é
desejar o anseio do outro.
A
vida requer riscos, mas calculados e garantidos. Fechado em si, o ser humano,
na misteriosa arte de amar, sem desejar o anseio do outro, só encontrará
fantasmas. Estes são próprios do mundo ideal, inexistente, presente somente na
cabeça de quem sofre incapacidade de ver e ler a realidade com objetividade. O
mundo dos fantasmas, ilusório e misterioso, faz o ser humano recair no vazio do
amor. Amor estéril, que impede verdadeiro encontro. Fantasmas só prestam para
raiar e arranhar a existência, como é próprio das vicissitudes negativas da vida.
Com o ideal de uma intersubjetividade, ou seja, elação
que possibilite sempre verdadeiro encontro, no casamento deve persistir a fé
que faz remover montanhas. Acrescente-se, também, a necessidade de um clamor
como de Sara, depois de ser tomada como esposa por Tobias: “Tende piedade de
nós, Senhor, e fazei que cheguemos a uma ditosa velhice” (Tobias 8,10). Sem fantasmas. Eis, pois!
______________________________
Vladimir
Jankélévitch (31 de agosto 1903 em Bourges - 6 junho 1985, em Paris).
Jankélévitch era filho de pais russos, que haviam emigrado para França. In 1922,
he started studying philosophy at the École normale supérieure in Paris, under
Professor Bergson. Em 1922
ele começou a estudar filosofia na École normale supérieure em Paris, sob
Professor Bergson. From 1927 to 1932, he taught at the Institut
Français in Prague, where he wrote his doctorate on Schelling. De 1927 a 1932 ele ensinou no
Institut Français de Praga, onde escreveu seu doutoramento sobre Schelling. He
returned to France in 1933, where he taught at the Lycée du Parc in Lyon and at
many universities, including Toulouse und Lille. Ele retornou à França em 1933, onde ele ensinou no
Lycée du Parc, em Lyon e em muitas universidades, incluindo Toulouse und Lille.
In 1939 he joined the French Resistance. Em 1939, começou a trabalhar na
Resistência Francesa. After the war, in 1951, he
was appointed to the chair of Moral Philosophy at the Sorbonne, where he taught
until 1978. Depois da
guerra, em 1951, ele foi nomeado para a cadeira de Moral Filosofia na Sorbonne,
onde ele ensinou até 1978. A citação é extraída da obra do autor: Traité des
vertus, do ano de 1936.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
AMIGOS FILHOS
O casamento transfere
aos cônjuges uma série de direitos e correspondentes deveres, próprios do
estado matrimonial. Dentre direitos que adquirem os pais, um deles sobressai em
fase mais amadurecida da constância matrimonial, o direito e o dever da
educação específica aos filhos, que deixam de ser crianças e entram em fase de
autoafirmação e de novas descobertas.
Chegados
aos doze anos de idade, de modo geral, vem a adolescência até os dezoito ou
dezenove anos, mais ou menos, não há como se estabelecer uma idade
absolutamente limite, pois já o sabemos: cada ser humano é único e irrepetível.
Fase de maturação física.
No
rapaz aparecem os pelos, mudança da voz, certo desajeitamento dos movimentos.
Na
mocinha aparecem as formas do corpo, sobressaem os seios e chega a menstruação.
Para
um e para a outra, fenômeno absolutamente normal e natural. Além disso, uma
descoberta mais acentuada do amor e a atração física por pessoas do sexo
oposto.
Nesta
idade, a adolescência, em ambos há um acentuado descontrole emocional, fruto da
mesma idade e fase. E a ciência moderna descobriu, há poucos anos, que tal
descontrole é consequência de um desequilíbrio hormonal. Certa glândula
secretora de hormônio responsável pelo equilíbrio emocional, ora segrega em
menor quantidade, ora deixa de fazê-lo intermitentemente o necessário e na
medida para agir sobre o psiquismo, promovendo o desequilíbrio emocional. Nada
de anormal.
A
adolescência deve possibilitar a continuidade do processo formativo da
personalidade do indivíduo, a educação. Por isso, também e mais que necessário
se faz que os pais imponham limites, nos quais se diz sim e não, para pôr o
adolescente na condição de ir aprendendo a decidir, mas também sabedor de que
não pode tudo.
Ainda
hoje se discute o que fazer com a rebeldia e a irreverência típica dos
adolescentes. Para a idade deles, trata-se de um fenômeno que, na forma como
acontece ou do modo como o fazem, por certo, deve ser encarado como anormal.
Anormal, porque se tudo se permite é sinal que algo esteja faltando no processo
educativo: a imposição de limites.
A
adolescência deve ser encarada como uma fase admiravelmente importante e mais
bela da vida do indivíduo que deve ser compreendido. E todo esforço possível
não será em vão para entender o adolescente em seus anseios e desejos, na sua
vontade. É difícil. Sim. Mas nem por isso se pode deixá-lo, ignorá-lo ou
tratá-lo como se criança fosse. Às vezes, ele tem atitudes de criança
misturadas com atitudes de adulto, o que deve ser entendido como absolutamente
normal e natural, até porque se encontra ele na idade para conquistar a
autoafirmação, ou seja, procura formas e modos de ser dono de si mesmo, quer
fazer valer o seu “eu” e, muitas vezes, não consegue, porque lhe falta o
amadurecimento e o equilíbrio suficiente.
Infelizmente,
em muitas situações os pais encaram a adolescência como um grande desafio, seja
na convivência e coexistência, seja no processo educativo com e dos
adolescentes. Onde encontrar explicação e fundamento para tal dificuldade? Sem
sombra de dúvida, ela reside na inexistência de um fator preponderante para a
árdua tarefa da educação, ou seja, a pouca ou nenhuma amizade dos pais com os
adolescentes. Se os cônjuges, como pais dedicados, agirem verdadeiramente como
amigos de seus filhos, a missão da educação poderá ser árdua, mas não tanto espinhosa
e difícil como muitos a encaram e ele se apresenta. Pais amigos terão amigos
filhos, porque estes serão confidentes daqueles que, alegres, se alegrarão com
o fruto do seu amor. Eis, pois!
CONSTRUTORES DA VIDA
Santo Agostinho lega-nos
a notícia de que, no seu tempo, existiam cerca de trezentas definições sobre
ser humano. E hoje, certamente, muito mais. Nem sabemos quantas. Um mistério.
Mistério como é a vida.
Tive
a curiosidade de verificar, no melhor dicionário de nossa língua materna, o
sentido do termo vida. Diz lá:...estado de incessante atividade funcional, ou,
... tempo decorrido entre o nascimento e a morte..., ou ainda, ...
existência..., e tantos mais. Surpreso! A vida deve ser muito mais.
O
casamento era, ao tempo de Jesus, inestimável patrimônio da civilização. E ao
elevá-lo à dignidade de Sacramento, tornou-o ainda mais de incalculável valor
patrimonial. Direi que assim deve ser, porque, o casamento, o matrimônio,
torna-se santuário da vida. Mais que tempo decorrido entre o nascimento e a
morte, é estado de incessante atividade funcional. Mas, muito mais que isto,
lugar de construção e preservação da vida.
A
Sagrada Escritura, em suas páginas iniciais, ao descrever a criação de Deus, na
particular criação da natureza humana, o desígnio de Javé (=Deus) sobre o ser
humano, segue uma lógica e dinâmica fundamental: ”crescei e multiplicai-vos”.
Inegavelmente, ao dar Eva como eterna e terna companheira a Adão, constitui o
homem e a mulher como a vocação insubstituível de construtores da vida.
Já
sabemos quão maravilhoso e soberbo o desígnio de Deus sobre a sorte salvífica
da humanidade. Com a dinâmica que ele mesmo criou, quis, com ela, instalar-se
no meio da humanidade. Emanuel, Deus conosco. No Espírito Santo fez-se esposo
de Maria Virgem, que nos deu seu Filho Jesus, nascido nas condições de extrema
humildade, numa estrebaria, em Belém, na Judeia. Javé, criador da vida,
deixa-se, em seu Filho, entrar na dinâmica da construção da vida.
O
Natal de Jesus é, em todos os sentidos, uma imagem da dinâmica do ser humano
como construtor da vida, uma realidade símbolo do matrimônio, do casamento,
como ambiente de construção da vida. Impressiona a inter-relação de José com
Maria. Embora a Encarnação de Deus no meio da humanidade se faz de forma
extraordinária, obra do Espírito Santo, José não se acovarda, assume a postura
de pai e esposo, construtor da vida.
Obviamente,
a vida, uma construção inacabada, requer constante e permanente dedicação de
conservação e retoque. Pois, esta construção não termina com o nascimento.
Deus, no Natal e depois, deu o exemplo. Assim, agora podemos entender o magnífico
mistério do casamento de José e Maria. A vida do Menino-Deus estava em suas
mãos. Estado de incessante atividade funcional. Existência. Eis, pois!
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