Tradutor

terça-feira, 23 de maio de 2017

Amigos e amigas que aqui tenho!

Además del texto en Lengua Portuguesa, abajo, texto también en Lengua Española

Muitos e muitas já sabem que tenho pouco espaço de tempo para me dedicar às Redes Sociais. Não vejo como justo, usar do tempo e espaço durante o trabalho para tanto. Primeiro, porque não teria oportunidade de exprimir bem e, segundo, porque não me sentiria confortável roubar o tempo do trabalho, quando tenho produzir em favor de tantas pessoas que esperam os serviços que posso prestar para o bem de tantas e tantos.
Desta feita, quero chamá-los a reflexão para três situações que devem ser realidade e um constante em nossas vidas e na vida de cada um:
1. Nas relações humanas, de modo geral, no passado, foi importante saber elogiar os valores e bem feitos das pessoas. Pois bem! Nos dias atuais, quão importante se tornou ainda mais, reconhecer e saber elogiar valores, virtudes e bem feitos dos outros, das outras. Homens e mulheres. Às vezes, muitas cobranças e pouco reconhecimento à dedicação e serviços das pessoas, que por este mundo afora, exercitam e dão de si pelo bem da humanidade. Por certo, como faz bem o reconhecimento e elogio de atitudes beneméritas, exercício de valores e dedicação em favor do bem dos outros. E como faz bem o reconhecimento e o elogio das realizações daqueles e daquelas que estão distantes. E, às vezes, ausente está o reconhecimento e elogio de quem está por perto, daquelas pessoas que circunstantes, com quem convivemos. Não podemos deixar que a inveja nos impeça a postura e reconhecimento do valor, das qualidades e dos empreendimentos alheios, alheios, mas que, muitas e na maioria das vezes, nos atingem ou redundam em benefício de todos e de todas. Muito melhor, olhar para a beleza da lua, quando em tempo de cheia, do que olhar para o dedo do sábio que a aponta.
2. Segundo: tenho visto, em muitas oportunidades, pessoas tristes e, às vezes, até revoltadas com o mundo, com as coisas, com as pessoas. Vivem carregando mágoas, sobretudo quanto e contra às pessoas. Mágoas só fazem mal para si, somente para o próprio ego. Libertar-se das mágoas, ao próprio ego fazem muito bem e curam as feridas interiores. Como? Perdoando, porque perdão é medicamento, medicina e remédio de efeito imediato. Assim ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bom Pastor. Assim Ele viveu e exprimiu o perdão aos seus algozes e não só. Pediu perdão ao Pai pelos que erram, pelos que não sabem o que fazem. Tem alguma mágoa, está revoltado, revoltada? Tudo se pode curar com o perdão. Somos tentados a julgar os outros, a apontar do dedo. Não temos direito e nem capacidade para julgar quem quer que seja e, nem parâmetros para exercer um julgamento justo. Fomos feitos irmãos e não inimigos e adversários da vida e da existência. Melhor será olhar os outros, as outras com olhar terno e amoroso, deixando de olhar os defeitos e limites uns dos outros. Olhar para dentro de si mesmo e ver que muitos dos limites presentes na vida de todos, se fazem presentes dentro de nós mesmos. Falar de qualidades, de virtudes e dos valores dos que nos cercam e daqueles e daquelas com quem convivemos, faz muito mais bem que olhar para as incapacidades e para os limites alheios.
3. Terceiro: Estive pensando e refletindo muito nestes dias passados. Andava pessimista. De repente, me veio ao pensamento, que pessimismo e derrotas não levam ninguém a lugar nenhum. Aliás, levam a novas derrotas e decepções. Redescobri que o otimismo leva à esperança e esperança faz com que a vida se torne sempre de otimista. Por isso, decidi que, de agora para frente, pessimismo e espírito derrotista não terão mais lugar em minha vida. Tenho valores, disposição, inteligência e vontade. Porei os valores para fora de mim mesmo, estarei disponível para fazer com que os dons da inteligência que tenho, movam a minha vontade para empreender, fazer acontecer o melhor, existir alegre, com existência feliz. Eis, pois!
A seguir, o texto vem também em Língua Espanhola. Pode conter algum erro de tradução. Nem sempre é fácil expressar em outra Língua, Peço desculpa.
¡Amigos y amigas que aquí tengo!
Muchos y muchas ya saben que tengo poco tiempo para dedicarme a las Redes Sociales. No veo cómo es justo, usar el tiempo y el espacio durante el trabajo para tanto. En primer lugar, porque no tendría la oportunidad de expresar bien y, segundo, porque no me sentiría cómodo robar el tiempo del trabajo, cuando tengo que producir en favor de tantas personas que esperan los servicios que puedo prestar para el bien de tantas y tantos.
De esta manera, quiero llamarlos la reflexión para tres situaciones que deben ser realidad y un constante en nuestras vidas y en la vida de cada uno:
En las relaciones humanas, en general, en el pasado, fue importante saber elogiar los valores y bien hechos de las personas. ¡Pues bien! En los días actuales, cuán importante se ha vuelto aún más, reconocer y saber elogiar valores, virtudes y bien hechos de los demás, de las otras. Hombres y mujeres. A veces, muchas cobranzas y poco reconocimiento a la dedicación y servicios de las personas, que por este mundo afuera, ejercitan y dan de sí por el bien de la humanidad. Por cierto, como hace bien el reconocimiento y elogio de actitudes beneméritas, ejercicio de valores y dedicación en favor del bien de los demás. Y cómo hace bien el reconocimiento y el elogio de los logros de aquellos y de aquellos que están distantes. Y a veces ausente está el reconocimiento y el elogio de quien está cerca, de aquellas personas que circundantes, con quienes convivimos. No podemos dejar que la envidia nos impida la postura y reconocimiento del valor, de las cualidades y de los emprendimientos ajenos, ajenos, pero que muchas y en la mayoría de las veces nos alcanzan o redundan en beneficio de todos y de todas. Mucho mejor, mirar la belleza de la luna, cuando en tiempo de lleno, que mirar hacia el dedo del sabio que la apunta.
2. Segundo: he visto, en muchas oportunidades, personas tristes y, a veces, hasta revueltas con el mundo, con las cosas, con las personas. Viven cargándolas, sobre todo en cuanto a contra y para las personas. Las máximas sólo hacen daño para sí, sólo para el propio ego. Liberarse de las penas, al propio ego hacen muy bien y curan las heridas interiores. ¿Cómo? Perdonando, porque el perdón es medicamento, medicina y medicina de efecto inmediato. Así enseñó Nuestro Señor Jesucristo, el Buen Pastor. Así vivió y expresó el perdón a sus verdugos y no sólo. Pidió perdón al Padre por los que se equivocan, por los que no saben lo que hacen. ¿Tiene algún dolor, está revuelto, revuelto? Todo se puede curar con el perdón. Estamos tentados a juzgar a los demás, a apuntar del dedo. No tenemos derecho ni capacidad para juzgar a quien sea y, ni parámetros para ejercer un juicio justo. Hemos hecho hermanos y no enemigos y adversarios de la vida y de la existencia. Mejor será mirar a los demás, a las otras con mirar tierno y amoroso, dejando de mirar los defectos y límites unos de otros. Mirar hacia dentro de sí mismo y ver que muchos de los límites presentes en la vida de todos, se hacen presentes dentro de nosotros mismos. Hablar de cualidades, de virtudes y de los valores de los que nos rodean y de aquellos y de aquellas con quienes convivimos, hace mucho más bien que mirar hacia las incapacidades y hacia los límites ajenos.
3. Tercero: Estuve pensando y reflejando mucho en estos días pasados. Era pesimista. De repente, me vino al pensamiento, que pesimismo y derrotas no llevan a nadie a ninguna parte. Además, llevan a nuevas derrotas y decepciones. Redescubre que el optimismo lleva a la esperanza y la esperanza hace que la vida se vuelva siempre de optimista. Por eso decidí que, de ahora en adelante, el pesimismo y el espíritu derrotista no tendrán más lugar en mi vida. Tengo valores, disposición, inteligencia y voluntad. Yo piñé los valores fuera de mí mismo, estaré disponible para hacer que los dones de la inteligencia que tengo, mueva mi voluntad para emprender, hacer suceder lo mejor, existir alegre, con existencia feliz. ¡He aquí, pues!

sexta-feira, 18 de março de 2016

O PRIMEIRO PASSO

                             Resolver viver com alguém é um sinal muito forte de desejo e compromisso. A infidelidade ao compromisso constitui-se em uma grande desconsideração em relação aos termos do contrato do casamento. Por isso, a promessa de fidelidade precisa ser controlada. Significa que os namorados ou noivos, desejosos mesmo de selar o compromisso do casamento, avaliem criticamente o compromisso que vão assumir e levem em consideração que precisarão abrir mão de alguma liberdade, em troca de um bom relacionamento, baseado na confiança.
                O amor muda sua coloração, troca de facetas ao longo do tempo. O ser humano amadurece, descobre novos horizontes de uma infinidade de valores e amplia e aprofunda os princípios que assimilou ao longo dos anos vividos. E decidido a viver intimamente e construir comunhão de amor com alguém, deve estar consciente de que o casamento é um acordo de vontades. Assim, Deus o instituiu no início da criação.
                Por certo que os cônjuges, isto é, aqueles que se decidem pelo casamento e, de fato, o celebram, realizam o matrimônio como um acordo satisfatório para ambos. Neste sentido, o matrimônio constitui um estado de vida completamente diverso da vida na individualidade. Sem deixar de ser indivíduo, cada um dos cônjuges irá buscar construir uma íntima comunhão de amor, essencial ao casamento, sem o que será absolutamente desfigurado. Será comunhão de vontades, de perspectivas, sonhos, desejos e realizações. Não há perda e nem supressão do próprio eu. Sua individualidade conserva-se, porém, mais aberta à renúncia e aos sacrifícios quando o bem do outro cônjuge está em jogo ou o exige que assim seja. Também quando surgem as dificuldades individuais e a dois, cada um deverá estar aberto a cooperar com o outro no processo de superação.
                O primeiro passo para um acordo satisfatório será fazer o que prometeu, para que seja coerente com o compromisso assumido e o forte desejo seja justificado por atitude e postura condizente com a felicidade do outro. Fazer significa passar das palavras à ação. Impensável que todo comportamento extravasado ao longo do namoro e depois, quando chegam à conclusão pelo noivado de que o romance vivido deve se tornar realidade, selando o compromisso, casados, uma vez celebrado o matrimônio, deixam que os relacionamentos percam o romantismo. Não. Para que isto não ocorra, o primeiro passo deve ser fazer o que prometeu para que o acordo continue satisfatório para ambos. Deus, mesmo na sagrada Escritura, mostra-se como o grande exemplo de fidelidade, fazendo o que prometeu, mesmo diante da infidelidade dos humanos. O que se constitui em elaboração dos termos de um acordo satisfatório, não pode e nem deve se tornar inexistente ou vazio, mas realidade, mesmo que o romance permaneça. Eis, pois!

EDIFICAR UMA TORRE.



        “Quem de vós, querendo edificar uma torre, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários a fim de ver se tem com que acabá-la? ” (Lc 14,28)
                O casamento instituído por Deus no início da criação o foi por um projeto imaginado por ele para dar o melhor ao ser humano. Obviamente, Deus o instituiu com fins bem determinados, mas, sobretudo, o fez para que o ser humano atingisse a felicidade e fosse essa um modo de viver. E o casamento pode ser comparado a uma torre a ser edificada, mas que tem custos que só trarão vantagens se os cálculos forem reais e não sonhos e fantasias.
                O casamento tem suas bases e fundamentos no que se convencionou chamar de namoro e, posteriormente, de noivado.
                É verdade que o namoro acontece repleto de romance, sonhos e muitas emoções fortes levados pelo que o ser humano tem como de mais nobre valor: o amor. E não poderia ser diferente. Trata-se de um tempo propício para começar a calcular se pode, se será possível construir esta torre, cujo fundamento maior seja o amor de desejos, mas também não menos de um elemento sem o qual a construção estará fadada ao total fracasso, ou seja, o compromisso. Por isso, os cálculos não podem ser superfiais e nem equivocados. Mas cálculos com base na realidade de duas vidas e existências desejosas de atingirem a felicidade e fazerem dela um modo de viver. No namoro, destaca-se como argumento importante o conhecimento mútuo, isto é, homem e mulher procuram penetrar no íntimo um do outro e certificar-se daquilo que seja o outro com quem pretende constituir um consórcio de toda a vida, para o bem mútuo, numa aliança em que colocam para sempre as suas vidas em comum de forma íntima, com a mútua ajuda, a ponto de formarem uma autêntica comunhão de vidas.
                Como se pode ver, o tempo de namoro é fundamental para a existência de duas vidas que se tornarão, no casamento, uma só carne, um só ser, como planejado e querido por Deus. Por certo que o cálculo para a construção desta torre requer de cada um aquele conhecimento mútuo, de tal forma que possam avaliar e sopesar se, de fato, poderão coexistir qualidades e defeitos que perturbem o consórcio de toda a vida e da vida toda. Em outras palavras, se foram chamados por Deus para constituir uma só carne, ou uma vocação à vida matrimonial, que perdure até o fim da existência.
                O amor que fará com que se unam em matrimônio tem como condição para ser verdadeiro, se ambos se conhecerem, inclusive avaliar se será possível conviver suportando os defeitos e equívocos um do outro. Sem um conhecimento necessário e claro não será possível coexistir uma torre sem o seu fundamento maior: o amor.
                Os ciúmes doentios, as infindáveis cobranças, muitas vezes injustificadas, a exigência de isolamento a que um possa impor ao outro no tempo de namoro, a desconfiança, os desaforos e a mentira são desvalores que não poucas vezes causam desgosto, dissabor e decepção. Estes levam ou conduzem à celebração de um matrimônio que tem tudo para ser um fracasso cujo casamento, se celebrado, marcará a ambos para o resto de suas existências.
                É verdade que o ser humano tem seus mistérios, muitas vezes insondáveis, mas é possível um mínimo de conhecimento do outro, para assim possibilitar a constituição de uma comunidade de vidas, a construção de uma torre sólida que as tempestades da vida ameaçam, e nenhuma se fazer ruir. Eis, pois!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

SONHO OU PROJETO COLETIVO?



            Teria Javé, o Deus criador, sonhado um sonho, projeto coletivo, ao instituir o casamento, no início da criação?
            As obras escritas sobre Economia e negócios, e muito mais a filosofia que predomina na mente dos teóricos das Ciências das Finanças e negócios, na indústria ou no comércio internacional, apontam hoje para projetos coletivos. E provam suas teses com objetos bastante concretos, ou seja, as grandes empresas de hoje, são fruto de um sonho, projeto coletivo no passado. E sem querer apontar qualquer que seja a empresa ou empreendimento atual bem-sucedido, basta observar propagandas de algumas ou alguns, para se chegar à mesma conclusão. Alguém no passado sonhou coletivamente e assim projetou. Empreender coletivamente.
            Bem pensado, ver-se-á que o casamento, tal como Deus o instituiu, em concordância com a natureza humana, pois não iria Ele projetar algo fora da capacidade e entendimento humanos, nada mais é que um sonho de projeto coletivo. Tanto é verdade que, a própria Escritura Sagrada diz: “Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe uma companheira semelhante a ele” (v). Sabiamente, Javé, o Deus Criador, constituiu seu sonho num projeto coletivo real e a partir daí, deixou ao casal, todas as condições necessárias para realização do projeto. Trata-se de um projeto coletivo no qual todos pensam, elaboram e laboram no mesmo sentido, fazendo com que o empreendimento caminhe e realize o sonho de prosperidade e realização.
            Dando um salto no tempo, das origens para o ano zero, o sonho do projeto coletivo em Jesus Cristo é ampliado e aperfeiçoado. As inúmeras tentativas de Javé no sentido da realização do sonho projeto coletivo surtiram efeito, quando se encarnou e elevou a humanidade à inigualável dignidade, a divinização do ser humano, mostrando-lhe a riqueza e beleza de um sonho, projeto coletivo, inspirado no próprio Deus, Uno e Trino, Deus comunidade de três pessoas, família divina, indissociavelmente, ou seja, três absolutamente unidas, sem deixar de ser cada uma.
            Um sonho, cujo projeto coletivo, deve-se descartar absolutamente o único empecilho: o egoísmo. Este se apresenta como diametralmente oposto, ao sonho e ao projeto coletivo. Aquele, por outro lado, oferece a possibilidade da realização de um empreendimento feliz, se aberto, totalmente aberto e inspirado no coletivo do sonho. Aliás, todo sonho de projeto coletivo está totalmente aberto para o congraçamento e fusão dos valores e qualidades, na riqueza das diferenças apresentadas por duas pessoas que se casam, pensando na realização do empreendimento família. Vê-se que aqui não há mesmo lugar para o egoísmo que impede a realização de grandes metas e do sonho de um projeto coletivo. A distinção de Cristo está em afastar a tentação do egoísmo e incluir-se totalmente no projeto coletivo, cujo modelo é Ele mesmo, realizando o sonho de Deus. Eis, pois!
___________________

(v) Gênesis 2,18.


Nesta oportunidade, desejo a todos os que visitam meu Blog, um Natal de viva esperança de dias sempre melhores e um Bom Ano Novo. 2016 vai chegar e, certamente, lhe trará muitas alegrias que o preparará para algumas tristezas, por certo, naturais na vida e no caminho da humana vida. Abraços amigos e, em lugar de dedo apontado,  minhas mãos estendidas para acolher com carinho os que aqui visitarem. Cordialmente.

NOBREZA DAS NOBREZAS.




            A lembrança da solenidade do Natal de Jesus durante todo o ano e nas proximidades da data sempre nos encanta, ora pelo seu imenso significado, ora pela força que tem para renovar a esperança, como nobreza maior que todas as outras, a vinda de Deus, seu estabelecimento na terra, é realização da esperança de todos.
            O Mistério da encarnação do Verbo de Deus, ao se fazer humano como cada um dos humanos, rico na sua expressão, é compreensível na sua realização. Se pensarmos que no aparecimento de Marcianos, de Ets ou qualquer extraterrestre, ou mesmo, na mitologia brasileira da sombração, tudo nos desperta admiração, e, às vezes, até susto, quando não o medo. A vinda do Filho de Deus teria despertado muito mais que admiração, susto ou medo, por certo, espanto e temor causaria se chegasse seu um plano divino. Mas, surpreendentemente, a Sabedoria divina de fina psicologia, fez cumprir a inestimável promessa da salvação, tornando-a realidade, de forma profundamente humana. O Verbo de Deus se encarna divinamente, mas se faz presente humanamente: Deus quis nascer numa família, tendo pai e mãe, viver e residir num teto, sofrer as mesmas limitações a que estão sujeitos os humanos, tais como fome, sede, frio, calor, espaço e tempo.
            A história do casamento de José e Maria, duas criaturas profundamente amadas por Deus, mas também profundamente amorosas para com Ele, já conhecemos e certamente, nos causa admiração e respeito. De duas criaturas profundamente humanas Deus faz empréstimo para delas fazer nascer o Criador quem as criara. Maria empresta seu seio, sua carne, seu sangue, seu ser, sua existência. José oferece proteção, guarda e segurança. Dão de si tudo, para terem o Criador, para recriar a humanidade, restabelecer a nobreza que somente a nobreza das nobrezas podia realizar.
            José e Maria, dois corações e duas almas dispostas à renuncia e ao sacrifício necessário e valioso, numa íntima comunhão de vida e amor, disposta para abrigar um Filho, nobre esperado, cuja nobreza desestrutura toda e qualquer outra nobreza, porque diferente nobreza da já conhecida ou vivida até então. Simplicidade, singeleza e coração generoso, tanto dos pais, como do Filho. Nobreza para descomplicar, confundir nobreza orgulhosa de si, oferecer novos padrões e novos ideais, fundados no amor, na justiça e na paz. Um Príncipe nascido e destinado a restabelecer valores que a própria humanidade perdera, um amor ponto de partida e, ao mesmo tempo, de chegada e que produz comunhão. Os anjos assim cantaram em Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados”. E Maria e José as primeiras testemunhas da manifestação da nobreza das nobrezas: um nobre diferente, Jesus, a salvação, símbolo e expressão de paz, tarefa de todo e verdadeiro nobre. Eis, pois!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

OLHAR NOS OLHOS



            Um antigo ditado popular dizia: “Onde estiver os olhos, aí estará o amor”. Poetas, escritores, cancioneiros e repentistas, em muitas de suas composições falam dos olhos como instrumento mágico, aquele capaz de propiciar inspiração, como de fato produz significativa e expressiva inspiração para falar de amor, explicar, ler e interpretar o amor.
            Se os olhos são tema de inspiração de canções de amor, com muito mais razão, eles são, não tema de inspiração, mas produtores de uma realidade chamada amor, por de trás do grande mistério que ronda o coração humano. Na realidade, o verdadeiro amor nasce do olhar nos olhos, até mesmo para quem tem deficiência visual no grau mais acentuado.
            Javé, o Deus Criador de tudo que existe sob o céu, dotou o ser humano de inigualável condição, vontade e inteligência, e com estas duas entidades, pôs o ser humano na condição de poder ver, enxergar vinculadamente àquelas, tudo que existe visível ao olho humano, mas também com a capacidade de ver com o coração.
            Ver com o coração! Sim. Só pode ver com o coração olhando nos olhos. Aí nasce e se cria um verdadeiro amor. Somente olhando nos olhos é que será possível ver, ler e interpretar com o coração.
            Jesus, em muitas oportunidades recuperou a vista aos cegos e isto nós temos notícias através dos Evangelhos, palavra de salvação. Mas, com isso, queria indicar que todos devem ver além da realidade material, isto é, ver o essencial, invisível aos olhos e ao coração visível. Enxergar uma realidade espiritual que vai além da realidade evidente e vista tal como se apresenta na realidade palpável.
            Não quer dizer amor à primeira vista, pode até sê-lo algumas vezes e para algumas pessoas, mas sim amor nascido do olhar nos olhos, do olhar dentro dos olhos, enxergando o coração. O casamento aceita esta peculiaridade, a requer e o verdadeiro, construído no verdadeiro amor, se inicia nela.
            O verdadeiro amor manifesta-se como elemento espiritual, psicológico e deve ser renovado, dia a dia, com o olhar nos olhos do ser amado, porque, este olhar evoca reminiscências estimuladoras e motivadoras daquele amor nascido e criado com o olhar dentro dos olhos.
            Os olhos são órgãos duplamente abençoados por Deus. Permitem ao ser humano, continuamente, poder ver nos olhos aquilo que está no coração. No casamento, o amor pode ser cada dia recriado e renovado, se os esposados continuarem olhando nos olhos, também cada dia, momentos que serão transformadores e arrebatadores, mantenedores da mais perfeita e profunda forma de amor, o amor que os levou ao casamento e assim os uniu. Eis, pois!